Notícia  /  17.03.2026

Rafael Santos representa AOP na Academia Olímpica Internacional

Rafael Santos vai ser o representante da Academia Olímpica de Portugal (AOP) na 66.ª Sessão Internacional para Jovens Embaixadores Olímpicos, levada a efeito pela Academia Olímpica Internacional. O encontro decorrerá em Atenas e sobretudo Olímpia, na Grécia, nos dias 7 a 18 de junho e será subordinada ao tema «Reforçar a inclusão, a integridade e a responsabilidade dos atletas».

Estudante do curso de Educação Física e Desporto Escolar da Universidade Lusófona, Rafael Santos recebeu com muito agrado a surpresa do convite da AOP para participar na sessão, até porque, refere, a temática olímpica faz parte do curso que frequenta: «As cadeiras de desportos olímpicos foram as que mais me interessaram. Por exemplo, o atletismo», explica, acrescentando ser esta uma das modalidades que mais lhe agradavam, sobretudo «quando acabamos por percorrer todas as áreas».

Em relação à participação na sessão de Olímpia, Rafael Santos afirma esperar «aprender bastante sobre várias culturas e sobre a cultura olímpica». E esclarece: «Nós temos a nossa bolha, que é aqui em Portugal, são poucas as modalidades que participam [nos Jogos Olímpicos], porque somos um país bastante pequeno, mas estar com representantes de outros países, entre os quais certamente muitos medalhados olímpicos, vai ser uma experiência incrível e desafiadora.»

Com uma ligação ao desporto por via da atividade como árbitro de futsal, o estudante da Lusófona considera que os valores inscritos no tema da sessão (inclusão, integridade e responsabilidade) são muito importantes, tendo grandes expectativas para ver como esses assuntos vão ser tratados numa iniciativa que terá a participação de muitos jovens de todo o mundo e de alguns dos melhores atletas olímpicos.

Rafael Santos está a desenvolver carreira paralela de estudante e trabalhador, tendo em 2025 colaborado com a AOP no projeto Memória Oral do Olimpismo Português (fotos ao lado, com o lutador olímpico José António Gregório), com base no qual realizou trabalhos para avaliação no curso da Lusófona. A esse propósito sublinha a importância dessa colaboração, dado ter sido essa a primeira vez que esteve com um atleta olímpico. «Leio, vejo como é a rotina dos atletas olímpicos, mas ter em conta como era antigamente o esforço que tinham de fazer, como era a rotina deles, como conciliavam a vida professional e a vida pessoal e mesmo assim conseguirem chegar aos Jogos Olímpicos, foi algo extremamente interessante para mim», afirma, recordando a impressão causada pela participação no projeto da memória oral.

As sessões da AOI tiveram a primeira edição em 1961 e decorrem anualmente desde então, com a única exceção de 1973, ano que a instabilidade resultante do litígio entre a Grécia e a Turquia por causa da invasão turca de Chipre impediu a prevista realização da 13.ª sessão. Portugal regista 97 presenças, as primeiras das quais em 1962, através de Aníbal Justiniano, do Porto, e Eduardo Trigo, de Lisboa.

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